Início Parque Marinho Delimitação
Delimitação

 

 mapa_parque1

Com base na análise espacial de áreas prioritárias, usos do mar e conflitos, foi proposta uma alternativa para delimitação do parque marinho. O polígono foi definido de modo a aproveitar, sempre que possível, marcas naturais para evitar gastos com a instalação de bóias. O método de demarcação por alinhamentos é tradicionalmente usado por pescadores e caçadores submarinos para localização dos pesqueiros, de modo que não haveria maiores dificuldades em colocá-lo em prática para demarcação do parque. O polígono possui cerca de 4550 m de extensão e 1855 m de largura, perfazendo uma área total de 773,4 hectares.  As coordenadas de seus vértices são listadas na tabela abaixo, segundo o datum Córrego Alegre (mesmo da Carta Náutica 1201).

 

 

Latitude

Longitude

Vértice

Graus

Minutos

Segundos

Graus

Minutos

Segundos

1

14o

45’

50”

39 o

0’

50”

2

14 o

46’

30”

39 o

0’

30”

3

14 o

48’

18”

39 o

0’

30”

4

14 o

48’

18”

39 o

1’

32”

5

14 o

46’

5”

39 o

1’

32”

6

14 o

48’

5”

39 o

0’

30”

7

14 o

48’

5”

39 o

1’

9”

8

14 o

45’

57”

39 o

1’

9”

Datum: Córrego Alegre

       

 

 

A proposta inicial para a área prioritária para preservação do mero, situada a norte de Ilhéus Grande e Ilheuzinho, é transformá-la em zona intangível (zona de exclusão)  cerca de 14,8 hectares Nesta zona seriam excluídas todas as atividades inclusive a visitação. A área restante, o núcleo do parque, é considerada zona de visitação. Esta deverá estar submetida a um zoneamento específico para a gestão do uso público definida em plano de manejo. Em princípio o núcleo foi dividido em duas categoria de manejo. A primeira é a zona de uso público destinada a visitação, que engloba 425,2 hectares. A segunda é a zona de uso intensivo com 333,4 hectares, destinada ao tráfego de embarcações de pequeno e médio porte.A distribuição da biodiversidade íctia e de habitats bentônicos sobre os recifes serão essenciais para definição da capacidade de suporte das zonas de visitação. Atributos como periculosidade, valor estético, profundidade, etc, são critérios complementares para estabeleceras habilidades que os visitantes devem ter para ingressar em compartimentos da zona de visitação. A fim de contornar os conflitos com a pesca de arrasto, é proposta a instalação de três linhas de recifes de antirrasto, no extremo norte, entre os recifes (centro) e no extremo sul do parque. Essas estruturas artificiais podem seguir o desenho utilizado na costa do Paraná (Figura 20).

 

Recifes artificiais antiarrasto construídos pelos próprios pescadores artesanais no litoral do Paraná. Imagem cedida pela Associação MarBrasil (www.marbrasil.org).

 

 

Parceiros
Universidade Estadual de Santa Cruz  LAPA - Laboratório de Analises e Planejamento Ambiental   Fapesb  SOS Mata Atlântica  Floresta Viva Prefeitura de Ilhéus - Secretaria de Meio Ambiente